Terça-feira, Fevereiro 09, 2010

DA SOMBRA DA ÁGUIA Á CASA DO REI DRAGÃO

A Som­bra da Águia, que Arturo Pérez-​Reverte publi­cou em 1993 nas pági­nas do El País sob a forma de folhe­tim, e que se encon­trava até hoje iné­dita em Por­tu­gal, é, na sua apa­rente sim­pli­ci­dade, uma das obras que melhor espe­lha o vir­tu­o­sismo lite­rá­rio do seu autor, o seu sen­tido de humor e a sua fide­li­dade aos gran­des temas do ser humano, como a guerra, o heroísmo anó­nimo e a noção de Pátria.A his­tó­ria é base­ada num acon­te­ci­mento real: em 1812, durante a Cam­pa­nha da Rús­sia, num com­bate adverso para as tro­pas napo­leó­ni­cas, um bata­lhão de anti­gos pri­si­o­nei­ros espa­nhóis, alis­ta­dos à força no exér­cito fran­cês, tenta deser­tar, passando-​se para os rus­sos. Inter­pre­tando erro­ne­a­mente o movi­mento, o Impe­ra­dor encara-​o como um acto de heroísmo e envia em seu auxí­lio uma carga de cava­la­ria que terá con­sequên­cias impre­vi­sí­veis.Ao mesmo tempo diver­tido e trá­gico, A Som­bra da Águia revela-​nos uma visão mor­daz e des­car­nada da guerra e da con­di­ção humana. Uma pequena pérola com a assi­na­tura do mais impor­tante escri­tor espa­nhol da actualidade.

Na Casa do Rei Dra­gão é um livro que segue as linhas tra­di­ci­o­nais de um livro de fan­ta­sia, em que está pre­sente a eterna luta do bem con­tra o mal; um jovem pro­ta­go­nista ino­cente e des­ti­nado a gran­des fei­tos que, face às agru­ras da vida real, vai ganhando matu­ri­dade; um fei­ti­ceiro malé­fico que pre­tende con­quis­tar o mundo; um grupo de ami­gos, cada qual com as suas habi­li­da­des, que o tenta des­fei­tear. É uma his­tó­ria sim­ples, com algum world-​building inte­res­sante (espe­ci­al­mente com a intro­du­ção do povo nómada Jher) e com per­so­na­gens line­a­res, no sen­tido em que ou são boas ou são más. Nada con­tra o facto, que até é nor­mal para o tipo de público a que me parece dirigir-​se (e daí estar inse­rido nesta colec­ção). O livro tem ainda uma com­po­nente reli­gi­osa bas­tante vin­cada, e a per­so­na­gem prin­ci­pal chega mesmo a ser alvo de uma aparição.

Domingo, Fevereiro 07, 2010

MODA


Quinta-feira, Fevereiro 04, 2010

A MARCA DO BOM SENSO

Falar com o Professor António Simões é sempre um enorme privilégio e um sinónimo de genuína aprendizagem. Encontrámo-nos, por mero acaso numa superfície comercial. Eu à pressa tentando uma compra de última hora, ele comunicativo com aquele vagar que só os homens da sua idade podem dispor. A conversa foi breve mas muito marcante. Apenas o trivial. A saúde. A família. Os amigos. As coisas que nos ligam. Despedimo-nos com afecto, para passados poucos minutos, voltarmos à conversa, num outro palco e com outro sossego.
Obviamente não vou divulgar o tema da nossa conversa (não tem interesse para a maioria das pessoas). Quero apenas centrar-me na figura de António Simões. A minha geração é daquelas que continua a olhar para os professores com o respeito que eles nos devem merecer. Para além da competência técnica, do rigor científico, da pedagogia há profissionais que pelo exemplo de vida pessoal nos marcam para toda a vida. António Simões tem essa capacidade. É uma pessoa que marca. A sabedoria que carrega é algo que nos comove ao percebermos que a sua inteligência acompanha na mesma proporção a sua enorme humildade. Há algum tempo tive o grato prazer de o ouvir falar sobre um tema muito emergente. Propôs-se a dividir com a plateia as dicas de “Como envelhecer com qualidade”. E envelhecer com qualidade é tudo aquilo que António Simões faz, no dia a dia, com a maior das jovialidades. Fala dos seus livros como se os tivesse a iniciar; dos seus ex-alunos como um jovem professor apaixonado; dos ideais de forma entusiástica; das pessoas que lhe são queridas; dos sorrisos das crianças; dos projectos que (ainda) tem na mente; das quadras populares; da vida e do mundo. É isso. António Simões é um homem do mundo. E o que é mais interessante neste homem de raciocínio rápido é a sua capacidade de analisar sem nunca criticar ou maldizer ninguém. Não faz juízos de valor nem de carácter seja de quem for, por mais distantes, que estejam da sua forma de ver o mundo. Dir-se-ia que em todos os seres, António, consegue descobrir sempre algo de bom.
Dizia-me o Professor António Simões que um dia perguntaram a Nelson Mandela qual a qualidade que mais apreciava nos homens. E Mandela, no seu jeito, igualmente humilde, terá dito, sem hesitar que o que mais aprecia num homem é bom senso. Poderia ter dito a liberdade, porque lha tiraram durante anos. Poderia ter escolhido a igualdade, porque lha sonegaram durante décadas, mas não. Escolheu o bom senso.
E que bem assenta esta marca a António Simões. Ele é sem dúvida um homem de cultura, de luta, de cidadania mas é acima de tudo um Homem de Bom Senso.
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PS: Entrámos em 2010, com o simbolismo dos “80 anos de vida do Brados”. Ao longo do ano vou ter oportunidade de falar sobre o assunto, mas desde já, gostaria de salientar a longevidade mítica dum pequeno “grande” jornal alentejano.

in Jornal Brados do Alentejo, 4 de Fevereiro 2010

Sexta-feira, Janeiro 29, 2010

INCONCILIÁVEIS


Quarta-feira, Janeiro 27, 2010

LENÇÓIS AQUECIDOS

É um serviço no mínimo inovador. A cadeia internacional Holiday Inn está a oferecer «aquecedores humanos» em três dos seus hotéis no Reino Unido.

O que acontece, na prática, é que, a pedido do cliente, um elemento do staff do hotel deita-se na cama e assim, quando o cliente chegar, terá os lençóis já aquecidos.

Para este trabalho, o funcionário do hotel tem de vestir um fato, que o cobre dos pés à cabeça, antes de se deitar. Nesse fato existe um termómetro que mede a temperatura da cama. O objectivo é atingir os 20 graus Célsius.

Sobre as possíveis "variantes" deste negócio não vale a pena tecer qualquer cconsideração. A fértil imaginação de cada um se encarregará de o fazer.

Segunda-feira, Janeiro 25, 2010

A ESTRELA DE SINES

O meu amigo Fernando Ramos (à esquerda, na foto) foi e é um grande jogador de futebol. Não é por esse motivo, mas há muita gente que o conhece por "Jardel" (não se pode contar publicamente a história). O Fernando ainda hoje tem um pézinho esquerdo maroto, assim à laia de Futre, que faz as maravilhas dos colegas de equipa e as desgraças dos adversários.
No domingo em Sines o Fernando marcou mais um golo memorável. A história é simples mas de grande nível. O senhor que aparece na foto ao meio é nada mais nada menos que o Futre, internacional A, que jogou nos três grandes em Portugal e ainda hoje marca pontos em Madrid. Pois bem o Futre estava em Sines a almoçar e o Fernando abordou o lance com classe e depois "driblou-o" ao seu melhor estilo e todos puderam, finalmente privar de perto com a estrela.
Foi tempo de recordar os grandes jogos do Futre. Algumas memórias da Selecção Nacional e do Benfica e de outros meandros que só quem por lá andou verdadeiramente conhece. O Fernando Ramos, o nosso "Jardel" merecia uma tarde asssim e o Futre não deu por mal empregue o repasto em Sines.
É caso para dizer: Quem é aquele gajo de blusa castanha ao lado do Fernando Ramos?

Sábado, Janeiro 23, 2010

AINDA NA ESCOLA

É em casa que tudo começa e é em casa que tudo acaba: A educação, a cultura, a personalidade, a cidadania, a sociabilidade e os valores.
Os outros palcos da vida (escola, trabalho, grupo de amigos, etc) reflectem como foi estruturado o edificio psico-social de cada individuo.
Assim é sempre importante saber a opinião dos alunos duma qualquer escola do nosso país, sobre "o papel da escola na formação de um aluno cidadão". Elucidativo!

(clica na imagem para aumentar)